Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

A F. N. A. é parceira da AMO Portugal


A F. N. A. é parceira da AMO Portugal nesta iniciativa.

Vamos cativar os nossos Associados e participar localmente através do nossos Núcleos.


http://www.amoportugal.org/pt/limparportugal2012/parceiros


O "Let's do It! World Cleanup 2012" tem como objectivo erradicar as lixeiras ilegais das florestas dos países aderentes.

Expectativa de participação de mais de 100 países, 300 milhões de pessoas e mais de 100 milhões de toneladas de lixo recolhidas.

Em Portugal o "projecto" está a ser enquadrado pela AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal que nasceu da organização do Projecto Limpar Portugal concretizado por mais de 100 000 Voluntários no dia 20 de Março de 2010.

O "Mãos à Obra! Limpar Portugal 2012" conta com a acção de voluntários na organização e na coordenação e espera-se a adesão massiva na sua execução, a 24 de Março de 2012.

Este evento pretende, essencialmente, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável, por intermédio da iniciativa de limpar as florestas, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes.

CONTO COM O VOSSO HABITUAL EMPENHO.

"Deixai o Mundo um Pouco Melhor do que o Encontras-te"

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

FNA mais uma vez no CNAE de Idanha


Abertas inscrições para a próxima fase do Projecto do CNAE

Data: 25 e 26 de Fevereiro de 2012

Limitado a 30 inscrições por razões logísticas

Inscrições e pedido de informações para: ambiente-nac@escutismo-adulto.org

Data limite para as inscrições: 31 de Janeiro



Jornadas Nacionais da FNA - Conclusões Painel

“AMBIENTE, NATUREZA E ECOLOGIA”


Temas Abordados:

-Natureza e Biodiversidade (Diaporama CNAE)

-Recursos Naturais (slideshow “Água”)

-Alterações Climáticas (Video SIC“60 minutos”)

-Ecologia Humana (slideshow “Casa Escuteiro de Lagoa”)

-Pegada Ecológica (Diaporama “1 Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela”)




NATUREZA E BIODIVERSIDADE

1.      No dia que o Homem estiver contra a natureza estará do lado dos perdedores…

2.      São importantes as actividades nacionais e enriquecedoras a actividades nacionais mas reforçada a ideia de cada núcleo se aproximar da sua comunidade… pois para alem dos custos e do prejuízo causado à natureza há muito trabalho de proximidade…

3.      Temos que cada vez mais ter consciência que o que nos rodeia e isso aumenta a nossa responsabilidade enquanto escuteiros  … há que voltar ao princípio básico do escutismo … Pois a nossa missão é proteger as plantas e os animais…

4.      A necessidade da responsabilização social e o respeito pelos outros e pela florestas … mais uma vez aqui deveremos ser exemplo… e motor de “pressão” para que as comunidades o entendam…

5.      Escutismo adulto é voluntariado… e voluntariado é compromisso…

RECURSOS NATURAIS - ÁGUA

1.      A necessidade de olharmos para este recurso como um bem escasso de um património comum tornando-nos por isso mais responsáveis…

2.      O recurso essencial à nossa sobrevivência…

3.      O seu desperdício põe em causo o futuro… os números de desperdício são impressionantes …

4.      Poupar… banho rápidos e curtos… utilização racional da água… manter em condições canalizações… não deixar torneiras desnecessariamente abertas …

5.      A necessidade da responsabilidade social das autarquias e autoridade no controlo, distribuição e qualidade da água…

6.      Nós havemos de ter papel activo por sermos adultos, de chamarmos a atenção para estas questões…

7.      Há que ser persistente para que possamos dar o exemplo e conseguir ajudar a cumprir os desafios da escassez da água…

8.      Encontrar soluções aplicando as novas tecnologias de forma a minimizar o desperdício e optimizar este recurso…

9.      Entendemos todos que o esforço é imenso e depende de todos nós para que possamos com o nosso exemplo contribuir potenciar este precioso recurso…

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

1.      Necessidade de estarmos atentos para controlo do desperdício e consumo excessivo para evitar efeitos colaterais no ambiente, como o aquecimento global… mais uma vez o exemplo enquanto adultos e escuteiros…

2.      Associação da FNA, através do Departamento de Ambiente, à “Hora do Planeta”, é um bom exemplo de iniciativas que a FNA deverá juntar-se sempre que possível a iniciativas destas pois enquadra-se claramente na nossa missão…

ECOLOGIA HUMANA

Apresentação da Casa do Escuteiro de Lagoa, um excelente exemplo para a nossa associação e que poderá ser seguido por todos. A recuperação de um espaço que se degradava, uma antiga escola primária, sem utilidade e que se transformou num espaço fantástico para albergar escuteiros. Em parceria com a Câmara Municipal de Lagoa e com o trabalho do nosso Núcleo de Lagoa tornou este projecto e desafio em algo concreto e afinal possível de realizar. Um espaço para ser utilizados por todos os escuteiros principalmente os associados da FNA.

PÉGADA ECOLÓGICA

1.      Cada um de nós teve a percepção da sua pegada ecológica. Ou seja o numero de planetas do tamanho da Terra que necessitaríamos de ter se todos se comportassem de uma determinada forma.

2.      É necessário o empenhamento de todos, e todos os dias, para que possamos minimizar a contaminação do planeta… um exemplo concreto para um contributo positivo para o nosso planeta… 1.000.000 de carvalhos … juntos como uma associação local para reflorestação da Serra das Estrela…


CONCLUSÃO FINAL

O compromisso de todos nós é o ponto essencial e fundamental para que possamos construir uma associação mais forte, mais responsável onde poderemos praticar o verdadeiro Escutismo Adulto nas suas diversas vertentes…

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Voluntariado Ambiental da FNA


“Um milhão de Carvalhos para a Serra daEstrela”

26 e 27 de Novembro 2011
 
A Fraternidade de Nuno Álvares consciente da importância de recuperação dos habitats da Serra da Estrela, lançou no ano passado as bases de voluntariado ambiental com a Associação dos Amigos da Serra da Estrela, de forma a concentrar esforços em 2011, na celebração do Ano Internacional das
Florestas
através de uma acção de reflorestação nos dias 26 e 27 de Novembro.
Foi necessário reprogramar a actividade do final de Outubro, por não ainda não estarem reunidas as condições de humidade de solo e de suficiente pluviosidade, para prosseguir com a acção no terreno.
Por esta altura, no ano passado, a FNA esteve representada com mais de vinte associados e familiares, numa acção de voluntariado ambiental, em parceria com a ASE. Quem por lá andou, lembrase das duas sessões (da chuva e do vento …) nos baldios de Verdelhos, onde foram plantados Quercus Robur L. (Carvalhoalvarinho), num local que tinha sofrido um incêndio e também não se esqueceu (do dia soalheiro) da plantação de Quercus Pyrenaica L. (Carvalhonegral) no vale das Candeeirinhas.
Desde 2007 que a ASE tem dinamizado acções de reflorestação em altitude nas zonas sujeitas à erosão em virtude dos incêndios florestais e que o projecto “Um milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela”, imagem de marca desta associação, tem tentado criar núcleos de reflorestação duradouros de Q.Pyrenaica em diversas encostas do vale glaciar. Este continua a ser um dos objectivos principais para este ano, a repicagem (reposição) de plantas nas Candeeirinhas, de forma a voltar a contabilizar aproximadamente a mesma quantidade de 2010.
Entretanto, foi possível avaliar no local e a primeira estimativa é de uma baixa taxa de sucesso de sobrevivência dos Q. Pyrenaica, cuja causa se supõe terem sido arrancados por animais. Para evitar futuros insucessos deste tipo, deverá ser prevista uma protecção com rede de malha. Do lado do baldio de Verdelhos, e a necessidade de reposição será bem menor pois os resultados da avaliação deste Verão apontam para uma maior taxa de sucesso, essencialmente devido a plantas que não vingaram por escassez de água.
A Floresta Autóctone, para além da elevada importância ecológica na conservação da biodiversidade, na conservação dos solos, água e regularização dos recursos hídricos, tem contribuído ao longo dos tempos, com matériaprima para várias utilizações pelo homem. O artesanato, construção, produção de cortiça, carpintaria, marcenaria e a produção de frutos silvestres, são apenas alguns exemplos, das múltiplas utilizações destas espécies.
Este ano teremos representação de Núcleos da FNA de Lisboa, Porto, Aveiro, Vila Real e Algarve.
A Equipa Organizadora
Morcego Solitário, Corujão e Esquilo

Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

FNA no CNAE/CNE em 2.ª Fase de Florestação





Neste Ano Internacional das Florestas o Departamento Nacional de Ambiente da Fraternidade de Nuno Álvares (FNA) continua a desenvolver actividades de reflorestação de áreas afectadas pelos incêndios de 2005.


No fim-de-semana de 12 e 13 de Março, cerca de 40 associados de FNA oriundos das Regiões do Porto, Lisboa e Algarve rumaram mais uma vez a Idanha-a-Nova para continuarem o trabalho de reflorestação do Centro Nacional de Actividades Escutistas do Corpo Nacional de Escutas.


Nesta segunda actividade realizada no âmbito do acordo de cooperação estabelecido entre a FNA e o CNE para a reflorestação do CNAE/CNE, foram ultrapassadas as expectativas criadas, quer ao nível da mobilização dos associados da FNA quer ao nível das plantações efectuadas, apesar das condições atmosféricas adversas foram plantados 520 pinheiros-de-alepo destinados a preencher a maior parte do campo da II e uma parte do campo da III (utilizando a localização das secções durante o ACANAC de 2007). Foi ainda criada uma zona de viveiro onde ficaram cerda 1600 pinheiros-de-alepo para futuras plantações quer de associados da FNA quer do CNE em actividades que ali se realizem.


Após o almoço de sábado, preparado pelo staff do CNAE, o contingente dividiu-se em 6 equipas motivadas e equipadas de “alfaias”, orientadas por quem mais experiência tinha (na altura). De acordo com a preparação prévia do terreno, com a ajuda dos serviços do município de Idanha-a-Nova, foram abertas cerca de 300 covas no Campo da II, distribuídas nos socalcos (num compasso de 5m) que serpenteiam a zona, em formato de “pente”, pelo que as equipas acompanharam-se mutuamente.


O resto do dia esteve fresco, com “borrifos” a condizer e, até à pausa para a Eucaristia, celebrada em campo, estivemos perto de concluir aquele primeiro objectivo. De tal forma, que se equacionou organizar as equipas, para o dia seguinte, de forma diferenciada – umas, para dar apoio ao viveiro e, as restantes, para completar o trabalho - pois as covas ficariam todas fechadas.


No Domingo de manhã começou a chover, mas isso não demoveu o grupo a lançar-se ao trabalho. Após uma distribuição estratégica das equipas e, tendo o staff do CNAE garantido o apoio de uma retroescavadora, foram abertas mais covas no Campo da III e aberta uma vala para servir temporáriamente de “plantório-de-campo”, junto ao viveiro existente no Monte dos Lobos.


Desta forma, vai ser possível ao CNAE, manter cerca de 1600 pinheiro-de-alepo, em condições adequadas de rega e sombreamento, preparados para serem plantados por escuteiros para escuteiros, jovens e adultos, para que mais possam vir a usufruir do Campo Escutista, ainda durante os próximos meses com chuva ou já a contar com novas actividades, para o próximo Outono.


Quanto aos espécimes plantados na primeira fase (Nov2010), estes parecem estar a “endurecer” bem com as condições do campo (a chuva tem ajudado). Nesta fase, ainda é cedo para arriscar qualquer taxa de sucesso.


Mais etapas nos esperam.


Esta é uma “Boa Acção” que não se limita a um só acto limitado no tempo, mas sim a uma “Boa Acção” continuada em que se acompanha o projecto desde a raiz, e se vai analisando a sua evolução ao longo das várias estações do ano, e dando assessoria “técnica” ao staff do CNAE para garantir as melhores condições de sobrevivência das espécies instaladas.


Com este tipo de projecto deixamos de lado o “Escuteiro Plantador” para assumir com responsabilidade o papel de “Escuteiro Recuperador Ecológico da Floresta”.


O CNE, como escola de formação para jovens, e a FNA, enquanto associação que estimula a vivência dessa aprendizagem, demonstram assim as potencialidades do Escutismo na formação de melhores cidadãos, sendo este um projecto que pode estimular a partilha de experiências entre estas duas associações que vivem um mesmo ideal.


Fotos e video em:


https://picasaweb.google.com/fna.ambiente/CNAE12E13Marco2011#


http://www.youtube.com/watch?v=O092y-jxoYw



Domingo, 13 de Março de 2011

12 e 13 Março - Actividade Nacional


Neste final de Domingo, importa dar uma primeira informação sobre a actividade realizada no CNAE de Idanha a Nova.
Os associados da FNA fizeram nova "Boa Acção" que culminou na plantação de 521 Pinheiros do Alepo em local definitivo e 1600 em zona de viveiro no interior do Campo Escutsita.
Mais uma vez contribuimos para a melhoria ecológica deste local.
Bem Hajam a todos os "plantadores".
Brevemente informação mais completa e fotografias dos trabalhos.
Quem tiver fotos podem enviar para:

Sábado, 15 de Janeiro de 2011

ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS 2011


Depois de 2010 ter sido dedicado à biodiversidade, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou oficialmente o ano de 2011, como o Ano Internacional das Florestas, com o objectivo de consciencializar a sociedade sobre a preservação da floresta para uma vida sustentável no planeta.

As florestas cobrem 31% da área terrestre total do planeta e têm a responsabilidade directa na garantia da sobrevivência de 1,6 bilhões de pessoas e de 80% da biodiversidade terrestre. Pela importância que têm para o planeta, as florestas merecem ser mais preservadas e valorizadas e, por isso, a ONU declarou que 2011 será o Ano Internacional das Florestas.

Sob o tema Florestas para o Povo, a iniciativa mundial inclui a promoção de acções que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, além de mostrar à população mundial que a exploração das matas sem uma gestão sustentável pode causar uma série de prejuízos para o planeta, como a perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, o incentivo a actividades económicas ilegais, como a caça de animais e o desmatamento ilegal.

in: naturlink.sapo.pt

Neste Ano Internacional das Florestas o Departamento Nacional de Ambiente da Fraternidade de Nuno Álvares vai continuar a realizar duas grandes actividades de reflorestação, que são o continuar de uma trabalho já iniciado em 2010.

12 e 13 de Março de 2011

Outubro/Novembro de 2011 (data a definir)

Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Reflorestação do CNAE de Idanha-a-nova



Neste Ano Internacional da Biodiversidade o Departamento Nacional de Ambiente da Fraternidade de Nuno Álvares, realizou mais uma actividade com o intuito de repor o coberto vegetal afectado pelos incêndios de 2005. Desta vez o destino foi Idanha-a-Nova, para aderir ao projecto de reflorestação do Centro Nacional de Actividades Escutista do Corpo Nacional de Escutas (CNAE - CNE).

Nos dias 27 e 28 de Novembro uma equipa empenhada da FNA, oriunda de vários pontos do País, rumou até Idanha-a-Nova para se juntar a outros Irmãos Escutas do CNE e plantar, no “Monte dos Lobos”, cerca de duas centenas de pinheiros-de-alepo (Pinus Halepensis) com o intuito de combater a erosão provocada pelas chuvas e criar condições para a colonização de toda a área por outras espécies. Estas plantas fazem parte de um lote, de alguns milhares, fornecidas pela Estação de Propagação de Plantas Autóctones da EDP.

Escuteiros provenientes de duas associações “Irmãs” demonstraram mais uma vez a sua facilidade em trabalhar em equipa e atingir um objectivo comum. Foi com base neste objectivo comum que foi estabelecido um “Acordo de Cooperação” entre CNE e FNA para oficializar a colaboração nesta iniciativa do CNAE – CNE. A FNA enquanto Associação de Antigos Filiados no CNE é uma forma de viver o ideal escutista, transmitido na sua juventude através da escola de formação para a vida que é o Escutismo. O CNE, como escola de formação para jovens, e a FNA, enquanto associação que estimula a vivência dessa aprendizagem, demonstram assim as potencialidades do Escutismo na formação de melhores cidadãos.


O interesse desta iniciativa de reflorestação do CNAE – CNE não se limita a colaborar na restauração ecológica e a tentar deter a perda de biodiversidade do local, mas assume particular importância pelo potencial que representa na disponibilização de uma área com todas as condições para aplicação do Método Escutista enquanto escola de formação de jovens e estilo de vida para adultos.

Fotos em:

http://picasaweb.google.com/fna.ambiente/ProjectoDeFlorestacaoDoCNAECNEDeIdanhaANova27E28DeNovembroDe2010#

Sábado, 20 de Novembro de 2010

Florestação do CNAE já mexe

A primeira fase da actividade decorrerá nos dias 27 e 28 de Novembro

Os trabalhos já tiverem inicio no dia 19 com o transporte das espécies a plantar, contando mais uma vez com a colaboração do EPPA (Estação de Propagação de Plantas Autóctones), sito na Central Termoeléctrica de Setubal (Praias do Sado).

Nesta fase estiveram envolvidos o Francisco Maia e Victor Faria do CNE, sendo a FNA representada pelo David Loureiro.

Estão já inscritos para a actividade de campo, representantes da DReg Lisboa, Núcleo Benfica, Sintra, Olivais, Lagoa e naturalmente também da nossa Direcção Nacional.

Apróxima-se a data, mas ainda existem vagas... ainda estás a tempo...









Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Serra da Estrela - Balanço final




O sentimento é mútuo. A partilha foi muita e intensa. A Serra enriqueceu quem quis estar. E como nos ultrapassámos, saímos com o dever cumprido. Não somos tão fortes quantoqueremos fazer parecer e a Serra tem uma forma muito própria de nos reduzir à nossa humildade - à nossa humanidade -, ao nosso carisma de escuteiro ser. Foi dificil e cansativo... até esgotante para alguns, mas a vontade venceu os "escolhos" desta actividade.


Em numeros a actividade foi assim:


- As espécies plantadas foram 800 Carvalho-Alvarinho (Quercus Robur L.), 40 de Azinheira (Quercus Rotundifolia ) e 40 de Sobreiro (Quercus Suber L.), nos Baldios de Verdelhos;


- Foram também plantadas 400 Carvalho-Negral (Quercus Pyrenaica L.) no vale das Candeeirinhas.

FNA - Escuteiros Adultos e familiares

  • sábado (30/10) em Verdelhos (plantação) = 23 ;
  • domingo (31/10) em Verdelhos (plantação Alvarinho) = 9 e Apanha de Bolotas (Aldeia Viçosa e Borralheira de Orjais) = 18 ;
  • segunda-feira (1/Nov) nas Candeeirinhas (plantação de Negral) = 11;

Bolotas recolhida – Aldeia Viçosa (28 e 31/Out) e Borralheira de Orjais (31/Out)

  • Carvalho-Negral = cerca de 20 kg (peso bruto 19,87 kg)
  • Carvalho –Alvarinho = cerca de 2 kg ( peso bruto 1,97 kg)

Neste caso falta apurar o peso de bolota após escolha.

Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Projecto de florestação do CNAE/CNE Idanha


Próxima actividade da FNAambiente é esta.
Brevemente será divulgado o projecto. Estejam atentos.
Reservem já o fim de semana de 27 e 28 de Novembro para uma actividade de campo no ambito deste projecto.

1 Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela


No prosseguimento do projecto “Um Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela” que pretende contribuir para a reflorestação das zonas ardidas, resultantes do incêndio de 2005 no Vale Glaciar do Zêzere, a Fraternidade de Nuno Álvares (FNA), Associação de Escutismo Adulto, através do seu Departamento Nacional de Ambiente, associou-se a este projecto promovido pela ASE (Associação dos Amigos da Serra da Estrela) e realizou nos dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro uma actividade para plantar 1.500 Carvalhos e recolher sementes para produzir novas plantas em viveiro para futuras plantações.
À semelhança das anteriores campanhas de reflorestação, os trabalhos foram conduzidos por voluntários da ASE com a colaboração dos Escuteiors da FNA e as plantas, germinadas em viveiro da EPPA (Estação de Propagação de Plantas Autóctones), sito na Central Termoeléctrica de Setúbal (Praias do Sado), e provenientes de sementes recolhidas na área da Serra da Estrela, no ano anterior, por Escuteiros da FNA numa actividade organizada pela Direcção Regional de Lisboa.
Os dois locais para plantação decorreram nas Candeeirinhas, perto do Covão d'Ametade e na zona dos baldios de Verdelhos, tendo sido plantados cerca de 1.000 carvalhos negral, 500 carvalhos alvarinho e para avaliar a adaptação ao terreno 40 sobreiros e 40 azinheiras. Para a recolha de bolota de carvalho-negral foram seleccionadas zonas na Borralheira de Orsais (Covilhã) e na Aldeia Viçosa (Guarda).
Esta iniciativa da FNA, pretende ser uma projecto a médio prazo (cerca de 5 anos) que consistirá na monitorização das plantações para perceber a taxa de sobrevivência das espécies e reforço de plantações nas zonas já intervencionadas, sempre com o acompanhamento dos voluntários da ASE. A apanha da bolota faz parte integral do projecto por forma a ir reforçando as sementeiras que serão utilizadas para a realização de novas plantações. Decorrerá já no inicio de Dezembro a sementeira nos viveiros anteriormente mencionados.
Os trabalho de campo decorreram com condições atmosféricas muito adversas, mas a força de vontade e empenho de todos os voluntarios da FNA proveninentes dos Núcleos de Lagoa, Esgueira, Algueirão, Benfica, Baixa Chiado, Santa Maria dos Olivais, Sintra, Campolide e Estoril, acompanhados ainda de representantes da Direcção Nacional, Departamento Nacional de Ambiente, Direcção Regional de Aveiro e Direcção Regional de Lisboa (responsável por toda a logistica) foi possivel ultrapassar todas as dificuldades encontradas pela inclinação e irregularidade do terreno, pelo forte vento, a intenssa chuva e o frio que se fez sentir neste fim de semana prolongado.
Neste Ano Internacional da Biodoversidade, esta foi mais uma forma encontrada pelos Escuteios Adultos da Fraternidade de Nuno Álvares para demonstrarem a sua preocupação com a preservação da Biodiversidade e consequentemente do Ambiente.


Fotos da actividade em:

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Visita á EPPA (Estação de Propagação de Plantas Autóctones)


Após uma visita ”técnica” aos viveiros da EDP, sobre orientação do David da Região de Lisboa, venho mais uma vez sensibilizar-vos para a Actividade Nacional a decorrer nos próximos dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro na Serra da Estrela.


Os objectivos desta actividade são:


1.- A plantação de 1500 carvalhos em locais seleccionados da Serra da Estrela para recuperação ecológica do coberto vegetal do impacto dos fogos florestais de 2005, no âmbito dos objectivos do projecto "1 milhão de carvalhos para a Serra da Estrela".


2. - Em simultâneo, efectuar a colheita de bolotas de carvalho-negral em locais seleccionados para posterior sementeira e posterior propagação na EPPA-EDP-LNEG com vista à campanha de plantação do próximo ano.


Este é um projecto em que a FNA, através da Direcção Regional de Lisboa, já aderiu em anos anteriores.


A etapa de apanha de bolota foi realizada em (Nov 2009), por associados da FNA Lx, em locais de carvalhal da Serra da Estrela, e a partir de outros carvalhais sob a orientação da ASE. A etapa de sementeira (Dez 2009) foi posteriormente efectuada no local do projecto EPPA (Estação de Propagação de Plantas Autóctones), sito na Central Termoeléctrica de Setúbal (Praias do Sado), em voluntariado combinado e autorizado pelo sector da EDP que coordena este projecto. As bolotas foram semeadas em tabuleiros com alvéolos de 400cm3 e 800cm3, com substrato proveniente de compostagem orgânica e sem adubo. Quando comparada com a sementeira típica florestal (com menor volume de alvéolo e a partir de estaca), esta metodologia obriga a mais trabalho inicial, mas de acordo com o acompanhamento técnico em áreas protegidas com plantações semelhantes, concorre para aumentar significativamente a taxa de sucesso (acima dos 50%) em locais de recuperação ecológica. É essencialmente este o desafio no projecto "1 M Carvalhos ... " ao utilizar plantas autóctones, sem contaminação genética, e cujo processo tem vindo a ser investigado nas estufas da EPPA, com vista à sua aclimatação e crescimento em meio natural. O ciclo de intervenção, apresentando esta estratégia de recuperação, poderá ser de 3 a 5 anos, de modo a que o coberto vegetal continue a sua recuperação ecológica de forma natural (desde que não haja fogos...).


Organização no terreno


A tarefa de preparação da plantação compete à ASE em colaboração com a FNA Lisboa. Dando continuidade a acções de voluntariado realizadas pela FNA Lx em 2007 e 2008, nas áreas protegidas de Sintra-Cascais e da Serra da Estrela, nesta com o apoio no Núcleo da Covilhã da FNA, será solicitado à coordenação do projecto da EDP, a autorização de cedência destas 1500 plantas para acções de voluntariado a realizar entre Out/2010 e Mar/2011 na área protegida da Serra da Estrela, com a justificação que se destinam ao projecto coordenado pela ASE. O transporte das plantas será da responsabilidade da EPPA, até um local de aclimatação que a ASE possui em Verdelhos, perto de Manteigas.


Esta dupla parceria FNA Lx v. EDP e FNA Lx v. ASE, permite pela parte da FNA desenvolver um voluntariado ambiental mais consciente (também mais trabalhoso) e de longo curso, como se entendeu ser na FNA Lx, um dos vértices do "escutismo-adulto" e que agora seja alargado a toda a FNA.


Estão previstos dois locais para plantação (nas Candeeirinhas, perto do Covão d'Ametade e outro a definir) e dois ou três locais para recolha (da árvore) de bolota de carvalho-negral. Estas acções podem ocorrer em simultâneo ou em sucessão, em função do número de participantes e das condições climáticas.


A ASE vai coordenar presencialmente as acções no locais de plantação com o apoio de sapadores florestais de Manteigas, para facilitar a acessibilidade aos locais e nas operações de plantação.

Os participantes da FNA devem estar organizados em grupos com viatura própria (carro ou carrinhas) para funcionar de forma autónoma nas deslocações na Serra. Em função das considerações e dos locais a empreender a plantação poderemos organizar os grupos de trabalho em parceria com a ASE. Devem também os participantes vir munidos de pequenas ferramentas para as plantações (sachos, pás de campo, etc.).

No que diz respeito á logística, a organização já efectuou reservas e está a ultimar a questão das refeições. No máximo as duas dormidas (não esquecer saco de cama) com pequeno almoço, dois jantares e dois almoços (tipo merenda) não vão ultrapassar os 40,00 € por associado.


Tendo em conta que o prazo já está curto, os interessados devem com urgência enviar e-mail para fna.ambiente@gmail.com a confirmar o numero de inscrições.


O almoço de sábado será partilhado e em local a combinar com todos os que se inscreverem.


Aguardo noticias Vossas.

Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

Um Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela



A Fraternidade de Nuno Álvares aderiu, através da Direcção Regional de Lisboa, á iniciativa “Um Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela” promovida pela Associação Amigos da Serra da Estrela. Este ano, com a criação do Departamento Nacional de Ambiente, pretende-se lançar este desafio a nível Nacional.


A razão de ser do presente programa prende-se, fundamentalmente, com a necessidade, urgente, de travar a constante erosão dos solos; aumentar a capacidade de armazenamento de água nos aquíferos; fomentar a biodiversidade e manutenção das paisagens de montanha, postas em causa pelos constantes incêndios a que a Serra da Estrela tem sido sujeita; tudo isto, associado a múltiplas causas de cujas responsabilidades não pode o homem alhear-se.

Um conjunto de factores sugere que não se perca mais tempo e se avance para a florestação, de áreas acima dos 1.400metros, em zonas onde ainda permanecem “bolsas” de solo capaz de dar vida aos carvalhos.


O momento é propício, uma vez que os incêndios afastaram por algum tempo os roedores; o solo está a descoberto pela ausência de vegetação, tornando mais fácil o acesso e melhor identificação das áreas a semear e plantar; fraca expressão da pastorícia, nomeadamente de ovinos e caprinos (presentemente o número de efectivos não excede as 100 cabeças).


A actividade consiste na recolha de sementes, sementeira e posterior plantação.

As actividades de campo terão lugar nos 30, 31 de Out e 1 de Nov de 2010.

Todos os interessados em participar devem contactar o Departamento Nacional de Ambiente, com brevidade, para que possamos organizar a logística necessária e prestar os necessários esclarecimentos no conteúdo da actividade.

Mais informação em:


Enviaremos mais informação sobre o assunto.

Contamos com a capacidade de mobilização da nossa Associação.


Não esqueçam:

“- O Escuta Protege as Plantas e os Animais”

Aguardo noticias Vossas.

Sábado, 14 de Agosto de 2010

Uma palavra sobre o flagelo dos incêndios...

Hoje podia ter sido um dia em família, como há muito não tinha... um belo passeio pela costa vicentina... mais fresca.
Mas, o rádio ia dando noticias que me deixavam muito apreensivo e preocupado. Quase 300 fogos só no dia de hoje... zonas em risco preocupante... Parque Natural da Serra da Estrela a arder... Parque Nacional da Peneda Gerês a arder... Parque Natural de Montezinhos já ardeu... e o que me levou a umas lágrimas no canto do olho... a Mata do Cabril em perigo - a seguir á vida humana, é algo que não é possível recuperar.
Depois vieram os pensamentos das vidas já perdidas, dos bens já ardidos, da Natureza já afectada, os habitats que se perderam, das espécies que já sobreviviam com dificuldade e como vai ser agora!!! E as fábricas de oxigénio que vamos perdendo e que não recuperamos mais... e o fumo que vai piorar ainda mais o estado da nossa atmosfera... Sem dúvida, poderia ter sido um dia muito feliz...
Há memória veio também o tempo da minha adolescência e inicio de fase adulta que dei ao voluntariado, nos bombeiros de Lagoa. Os dias seguidos que passei a combater este inimigo nas serras de Monchique, Aljezur, etc... As 3 vezes que via a vida a fugir á minha frente, pois o fogo prega grandes partidas a quem com ele se mete... As corridas que fiz para fugir dele... A aventura que foi as brigadas helitransportadas sem ter tido nenhuma formação anterior... As lágrimas derramadas quando me sentia impotente para proteger bens naturais e materiais que eram engolidos pelo fogo... a aflição que via na cara das pessoas que fugiam deste flagelo e na cara dos que tentavam tudo por tudo para ajudar... Enfim, foi um dia que poderia ter sido muito feliz em família...
Chegado a casa dos meus pais, para jantar, logo começa o noticiário das oito na SIC... e mais uma vez o FOGO... as imagens que vi, foram também sentidas cá dentro... e foi uma aflição para disfarçar as gotas no canto do olho...
Agora... já em casa e com todos a dormir... agarro-me ao Facebook para me distrair um pouco... e... só vejo incêndios...
Será que estamos a fazer tudo o que é possível e está ao nosso alcance para combater esta desgraça!!! Será que os mais altos cargos da Nação só se lembram deste assassinato quando o País está a arder!!! Não será melhor pensar no assunto durante todo o ano!!! Ou melhor, actuar todo o ano!!! Repensar a forma de actuar. Dar mais e melhores condições aos bombeiros. Formar ainda melhor os nossos bombeiros e seus comandos. Adquirir mais e melhores meios de combate aéreos.

As nossas tropas não poderão dar uma ajuda com meios humanos e materiais antes, durante e depois dos incêndios, recebendo para o efeito formação adequada e equipamento para os meios aéreos e terrestres.

Será que o estado é um exemplo de prevenção!!! As matas nacionais são um exemplo de como prevenir!!! Temos que formar com base no exemplo.

Não tenho duvidas que a grande maioria dos incêndios são de mão criminosa, seguida de negligência e só depois, numa percentagem muito pequena, de causas naturais. Estaremos a encarar esta problemática com a coragem, frontalidade e empenho necessário!!! Penso que não.

Uma palavra aos heróis nacionais, e incógnitos, que todos os dias arriscam as suas vidas que com muito altruísmo combatem esta calamidade – OBRIGADO por ajudarem a permitir que os nossos filhos possam simplesmente VIVER. Sim VIVER, pois temos que encarar esta catástrofe como uma situação que põe em causa a nossa própria sobrevivência…

Paulo J. P. Paias

Sábado, 17 de Julho de 2010

A mais linda mensagem sobre ambiente


Em 1854, o chefe índio Seattle da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou uma carta ao Presidente dos Estados Unidos, em resposta à sua proposta de compra das terras onde a tribo morava.
A palavra “ecologia” ainda não era utilizada naquela época, mas a sua visão ecológica é surpreendente. A carta foi divulgada pela UNESCO, em 1976, por altura das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.
Todos os dias, mas especialmente hoje, vale a pena recordar aquela carta :
“Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia parece-nos estranha. Se não possuímos a frescura do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, na floresta densa, cada clareira e insecto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a sua terra de origem, quando vão caminhar entre as estrelas. Os nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos húmidos nas planícies, o calor do corpo do potro e o homem – todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa a terra, pede-nos demasiado.
O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será o nosso pai e nós seremos os seus filhos. Portanto, nós vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às vossas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus antepassados.
Os rios são nossos irmãos, saciam a nossa sede. Os rios carregam as nossas canoas e alimentam as nossas crianças. Se lhes vendermos esta terra, vocês devem lembrar-se e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende os nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue o seu caminho. Deixa para trás os túmulos dos seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria dos seus filhos e não se importa. A sepultura do seu pai e os direitos dos seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. O seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, os nossos costumes são diferentes dos vossos. A visão das vossas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.
E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas, se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar-se de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha o seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu ao nosso avô o seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos esta terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre a sua oferta de comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.
Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco, que os alvejou de um comboio em andamento. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que acontece aos animais, em breve acontecerá ao homem. Tudo está ligado.
Vocês devem ensinar às vossas crianças que o solo aos seus pés é a cinza dos nossos avós. Para que respeitem a terra, digam aos seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas do nosso povo. Ensinem às vossas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida; ele é simplesmente um dos seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir a nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem e a Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra é-lhe preciosa, e feri-la é desprezar o seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem as vossas camas e uma noite serão sufocados pelos próprios dejectos.
Mas, quando desaparecerem, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão das colinas tapada por fios que falam.
Onde está o arvoredo?
Desapareceu.
Onde está a águia?
Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência“


chefe Seattle